carregando
logo

Artigo

Para desinchar a máquina pública, gestor deve identificar o que funciona e o que não funciona, alerta especialista em administração municipal

access_time chat_bubble_outlineBrasil
FONTE

O inchaço da máquina pública é um problema que acomete a maior parte das prefeituras do Brasil. E são os elevados gastos com pessoal que compõem a maior parcela de custos das administrações públicas municipais. Com isso, pouco sobra para investir em melhorias à população, especialmente nas áreas que são de responsabilidade das prefeituras. Para resolver esse problema, os gestores precisam arrumar a casa. Mexer, trocar e se desfazer do que não serve e, principalmente, daquilo que só gera despesas desnecessárias. 

Para Walter Penninck Caetano, diretor da Conam - Consultoria em Administração Municipal, a solução está na capacidade dos gestores de conhecer cada unidade da Administração Direta e da Indireta, desde o menor setor até os departamentos e Secretarias, para saber o que fazem e com que eficiência e custo. “Assim é possível avaliar se os serviços que cada unidade presta devem continuar; se devem permanecer da mesma maneira; ou se podem ser agrupados aos de outra”, orienta o especialista. 

Ele defende que o excesso de Secretarias gera custos desnecessários. “A capacidade de um bom gestor não comporta mais de 10 subordinados. Acima disso é desperdício e inexistência de controle”, avalia. 

Logo, se o número de funcionários é compatível com a necessidade dos serviços que são realizados, é uma pergunta que também deve ser sempre respondida pelos gestores, na recomendação do consultor. Para ele, o número ideal de servidores públicos é justamente aquele que promove uma prestação de serviços eficiente. “Mas não são muitos os gestores que se preocupam com a eficiência e, por consequência, com o aperfeiçoamento e treinamento dos servidores”, ressalta o consultor. 

Outro problema é a corriqueira prática de se criar cargos e órgãos para acomodar aliados políticos e, assim, garantir melhor governabilidade, já que sem o apoio de grupos políticos, particularmente no Poder Legislativo, o chefe do Executivo não consegue aprovar Planos, Programas e Leis. “A participação dos aliados na administração é uma necessidade. Mas deve estar sempre sujeita aos princípios de eficiência e também da moralidade”, conclui o especialista. 

SOBRE A CONAM

             No mercado há 34 anos, a Conam – Consultoria em Administração Municipal conta com uma equipe de mais de 150 colaboradores e profissionais altamente qualificados. A empresa atende atualmente a mais de 120 entidades governamentais entre Prefeituras, Autarquias, Fundações e Câmaras Municipais nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.